A propriedade inclui terreno com 18.680 metros quadrados, uma casa antiga geminada com 96 metros quadrados a necessitar de renovação, permitindo adaptar o espaço às suas necessidades — seja para habitação própria, segunda residência ou projeto turístico.<br /><br />Com excelente exposição solar, beneficia de excelente luminosidade ao longo do dia e vista mar. O terreno apresenta uma configuração funcional e aproveitável, com solo fértil, sobreiros antigos, pedra de granito e água de nascente.<br /><br />Localizada numa zona tranquila, com vizinhos nas proximidades, tem acesso por estrada alcatroada e situa-se numa via sem saída, garantindo pouco movimento e maior privacidade.<br /><br />Existe a possibilidade de ampliação da construção existente, sujeita a viabilidade técnica e aprovação, o que permite equacionar soluções como turismo rural ou agroturismo.<br /><br />Uma opção sólida para quem procura investir, desenvolver um projeto próprio para habitação ou turismo rural, ideal para quem procura qualidade de vida, ar puro e um ambiente genuinamente natural, sem abdicar de acessos e proximidade.<br /><br /><br />A beleza também cansa pelo que nos transmite em emoção. Basta que a cor seja um grito, basta que as mutações se entrechoquem. Fujamos pois dos azuis, dos vermelhos, dos amarelos, reconfortemos um pouco o espírito cansado. Só o verde nos servirá de bálsamo e Monchique será o próximo ponto a atingir.<br /><br />A serra, vista de longe, não passa de um bom fundo fotográfico, Deixe de olhar esses terrenos salgados. São tristes e estéreis como a morte.<br /><br />Corre-nos à esquerda a ribeira de Boia e o solo começa a convulsionar-se. Os montes tomam gradualmente altura, unem-se uns aos outros em pregas profundas e a estrada serpenteia entre barreiras de xisto como um réptil fustigado pelo sol.<br /><br />A vegetação adensa-se. Acácias perfiladas ladeiam a faixa de rolagem alcatroada, negra, e as pequenas manchas de pinhal descem até nós.<br />Agora, acácias, cedros e eucaliptos quase se entrelaçam desafiando os raios de sol a atravessar-lhes a folhagem compacta. Um ramal de duas dezenas de metros nos leva até às termas.<br /><br />Desçamos ao Paraíso. Uma abóbada de folhagem nos protege e a ribeira límpida corre molemente rodeando calhaus ora negros, ora avermelhados. Pequenos olhos de sol marcam na terra castanha círculos luminosos. Uma ponte… Uma pequena cascata… As cigarras cantam e tudo é verde à nossa volta.<br />A água vai cavando os extratos xistosos, aprofunda-se cada vez mais e o caminho aperta-se, estrangula-se. Em baixo uma represa desconjuntada, mais além o arco de uma ponte.<br /><br />Um pequeno apontamento. Hortenses azuis… Um lago snob de jardim… Três eucaliptos em cujos troncos meninas românticas cravaram corações e escreveram versos… Uma mesa de pedra… Uma fonte… A fonte dos Amores.<br /><br />Algumas pedras avantajadas, que pararam ao encontrar qualquer obstáculo, lembram os poios semeados do vale do Zêzere. A caminho de Monchique, as encostas talhadas em socalcos têm por vezes o aspeto dos anfiteatros romanos.<br /><br />Começada a subida para a Foia olhemos em volta. Na frente o retalho verde suave dos soutos que sobem de um e de outro lado da ribeira da Serra; a nossos pés os degraus de uma escada monumental que desce até ao Pé da Cruz e a norte a vila que parece deitada na aba de um cerro.<br /><br />Onde encontrou um palmo de terra cultivável, o homem ergueu muros de defesa contra a erosão e plantou jardins. Quão penoso o seu esforço… A água corre por toda a parte. Dá-nos vontade de cair de borco numa prece à terra…<br /><br />A arborização baixa de densidade à medida que subimos, as arestas vivas das massas de pedra são punhais que procuram ferir-nos, o ar torna-se mais puro, a temperatura desce e a montanha recebe-nos desdenhosamente.<br /><br />Uma curva larga… A pirâmide da Foia…<br /><br />Perde-se a noção das distâncias, parece que nos debruçamos ante um mapa em relevo. O Alentejo, na sua vastidão, como que se espreguiça… O recorte da costa surge-nos nítido, vincado… manchas claras de muitas casas juntas. Portimão… Alvor… Lagos… As areias da Meia Praia… Mais longe, Sagres e S. Vicente… E para os lados de Aljezur os montes parecem ventres pejados.<br />Nossa referência: JP077 MO